terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Dia 10 - 29/12/2008

A segunda-feira foi dia de trabalho, pros argentinos e pra nós. Dia de fazer revisão no camburão (tudo certo, em perfeitas condições de seguir viagem) e de buscarmos os convites pra nossa noite de reveillon no Park Hyatt.
No final da tarde, depois de todas as tarefas cumpridas fomos visitar o Shopping Palmares, um open shopping cópia dos outlets americanos. Cópia mesmo em termos de arquitetura, mas com preços não tão convidativos.
À noite jantamos no Dom Mário, um restaurante tradicional de carnes em Mendoza, agora com uma filial dentro do Shopping Palmares. A carne, como sempre, de cortar com o garfo. Tomamos um Catena Los Alamos malbec e provamos um vinho que os argentinos nas mesas vizinhas estavam tomando, um malbec chamado Dona Paula. Muito bom, excelente relação custo-benefício. A sobremesa foi um sorvete de doce de leite da Freddo misturado com doce de leite que não dá nem pra descrever de tão bom.


Taxi de volta pro hotel e cama. Amanhã tem mais vinícola e olivícola.

Dia 9 - 28/12/2008

O dia começou preguiçoso. Acordamos cedo (8h), mas tomamos um café demorado, conversando e nos deliciando com a vista da cordilheira... Resultado: saímos de casa quase às 11h da manhã. Nosso primeiro passeio foi ao Cerro Gloria, que fica bem próximo ao parque San Martín. A subida foi um tanto íngreme, mas compensou: lá no alto, pudemos ver não só uma vista bonita da parte de trás da cidade como também um monumento majestoso ao exército andino, feito em 1914 por um escultor uruguaio.


De lá, seguimos para a bodega Ruca Malen, onde tínhamos agendado uma visita com almoço para as 13h. A vinícola é bacana, o prédio muito bonito, e os parreirais tinham um “plus” interessante: ao lado de cada fileira de parreiras havia uma roseira. A guia nos explicou que o que parecia ser apenas um adorno tinha uma função importante: as roseiras, por serem mais sensíveis aos insetos e pragas, têm o papel de sinalizar quando algo não vai bem. Perfeito: “forma + função”.

Após a visita, sentamos para almoçar num salão com amplas janelas e vista para um grande gramado, tendo em segundo plano os parrerais e, mais ao fundo, as cordilheiras com seus picos nevados.

Em seguida, começamos a degustação. O almoço era um menu fechado, com os pratos selecionados para harmonizar com os cinco vinhos que provamos. E uma das sobremesas também tinha vinho! Era uma granita de malbec com erva mate, uma mistura muito rica e interessante.

Claro que o doce de leite não poderia faltar, né? A outra sobremesa era uma mousse de doce de leite e queijo. Coisa de louco! Segundo o João, a melhor sobremesa da viagem. Jujoks, você iria amar esse doce, lembramos de você na hora...

Comida boa, acompanhada de bons vinhos, num cenário daqueles... estávamos no paraíso!

Depois, ainda fomos até Potrerillos, que era perto da vinícola (15 Km). Lugar belíssimo, João e eu ficamos passados com a beleza de lá. A água da represa era tão azul que pareciam ter jogado tinta lá dentro...

Terminamos o dia no hotel, com o João cozinhando para nós, tudo de bom! Agora é nos programarmos para aproveitar ao máximo os quatro dias que ainda nos restam em Mendoza...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dia 8 - 27/12/2008

Hoje fizemos um passeio mais comprido: fomos ao município de San Rafael para conhecer o Canon del Atuel. Segundo a guia do escritório de informações turísticas, este cânion teve o mesmo processo de formação do Grand Canyon, no Colorado (EUA).

Um passeio fantástico, cheio de paisagens maravilhosas. Para que entendam o nosso entusiasmo, nada melhor do que algumas fotos, que nesse caso valem mesmo mais do que mil palavras:



O rio Atuel, que escavou o cânion, ainda está lá. Porém, bastante diminuído em volume, pois é represado em quatro pontos diferentes, que formam belíssimos lagos. Apesar de termos ficado a maior parte do tempo no carro, o dia foi bastante cansativo, afinal de contas foram mais de 600 Km rodados – mais de 50 deles em estrada de chão, e alguns trechos bastante estreitos.

À noite, ficamos no apê, e fiz um risotto de aspargos para nós, com medalhões de lomo (filé mignon) que estavam derretendo na boca.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dia 7 - 26/12/2008

Iniciamos o dia definindo que vinícolas iriamos visitar. O Júnior telefonou para várias de nossa lista das recomendadas para saber quais estariam abertas. Programamos começar visitando a Bodega Rural, que é uma das mais antigas daqui e hoje abriga um Museu do Vinho. Encontramos uma construção bem preservada e aconchegante. Vimos várias peças feitas de couro usadas na colheita da uva e processo de criação do vinho.





Esta Bodega tem um diferencial: o visitante pode chegar bem perto dos vinhedos. E foi o que fizemos. Pudemos ver as uvas ainda bem pequenas.


Seguimos para a Bodega Família Zuccardi, uma gigante dos vinhos. Para mim e para o Júnior foi um "revival", pois já tinhamos visitado em 2003, porém esta visita mostrou como esta empresa cresceu pois tivemos uma recepção muito melhor. Chegamos quando um grupo acabara de fazer sua visita e iria iniciar a degustação. Provamos vinhos brancos e tintos, e a Winnie adorou o vinho Tardio (doce, especial para acompanhar sobremesas). Depois disso, Marcela, uma simpática guia nos acompanhou numa visita detalhada por toda a Bodega, explicando passo a passo o caminho da uva, do mosto e do produto final. E então fomos para a segunda degustação - que não fazia parte da visita padrão, mas tivemos esse privilégio. Ficamos bem impressionados com o Tempranillo. Saímos de lá quase cinco da tarde, até esquecemos de almoçar.


Depois de um descanso merecido, nos preparamos para conhecer o Restaurante 1884, um espaço requintado que fica numa vinícola desativada (recomendado em todos os guias).


Não saímos decepcionados, os meninos adoraram a carne, eu pedi um risoto de zuchini que estava ótimo, e a Winnie deu o golpe de misericórdia com a super sobremesa "frutas al horno con helado y crocantes", divina no gosto e na aparência.


Fomos dormir realizados com nossa primeira incursão ao mundo de Bacco.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Dia 6 - 25/12/2008: a novidade do azeite

O jantar no Bistrot M estava mesmo um espetáculo! Só que a maior surpresa, para mim, veio antes, no antepasto: serviram um pão com azeite de oliva. Claro que eu fiquei só olhando, mas depois da insistência do João e do Jr, resolvi provar. E não é que eu gostei? Esse azeite é muito diferente de todos os que já provei, tem um sabor único. Esse fato inédito não podia deixar de ser registrado, não é?


Viu, pai? Pode ficar feliz, agora eu já gosto de azeite. (Mas só esse, feito com a oliva Arauco - hehe)

Dia 6 - 25/12/2008

O dia de natal em Mendoza foi de muito sol, apesar da previsão (que não se confirmou) de chuvas com trovoadas.
Acordamos tarde (por volta das 09:00h) e fomos ao Parque San Martin. Passeamos por lá durante algumas horas e voltamos pro hotel. O parque é tido como o maior da América Latina feito pelo homem e conta com aproximadamente 400 hectares. Claro que se pode andar de carro dentro dele e possui várias áreas de lazer incluindo clubes, lago e zoológico. Nossa intenção esra alugar bicicletas mas no dia de natal isso foi impossível.



Depois do parque voltamos pro hotel, o João fez um omelete de primeira e resovemos fugir do calor indo pra piscina. Sábia decisão. Tava ótimo. Ficamos de molho até o final da tarde.




Pra terminarmos o nosso dia de natal resolvemos jantar no Bistrô M no Hotel Park Hyatt. Até o momento a mehor refeição da viagem. Eu e o João comemos um "ojo de costilla" que tava derretando na boca. A Lu escolheu um Caneloni de abóbora com Piñoles e crocante de presunto cru e a Kalugs foi de carneiro com gnochi recheado. Tudo isso com um bom Malbec para combinar com as carnes.
Depois disso tudo voltamos pro hotel e "cama total" !!! Mas bah como tava bom...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dia 5 - 24/12/2008 - Complementações

Nosso passeio foi realmente muito legal. Voltei a me emocionar ao subir a cordilheira dos andes, dessa vez ouvindo David Gilmore tocando High Hope (ripado do show acústico). Só subindo pra entender direito.
Entre os pontos altos do dia destaco a tentativa de escalada de uma escarpa de pedras para fazer uma foto que culminou com um pequeno desmoronamento e um belo talho na palma da mão direita.

Bom, mas seguimos viagem. A cordilheira dos andes é realmente imponente. Assim como o Aconcágua com seus quase 7 mil metros de altitude. Conseguimos uma foto dos guanacos (João e Winnie não conheciam). Bichos ariscos que cospem uma gosma verde se vc se aproxima muito deles. Saímos ilesos.


Passamos por caminhos daqueles de catálogos de fotografias com plátanos cobrindo a estrada. Maravilha de visual.


Do Aconcágua só imagens lindas. Verdade que a luz ajudou bastante. O dia estava lindo.






Na volta passamos pelo "Puente del Inca" uma interessante formação rochosa em forma de ponte natural com um colorido realmente impressionante.


Voltamos com uma vontade muito grande de falar com as meninas (Ju e Flá) e desejar a elas um natal muito feliz (apesar de longe de nós) e dizer de novo o óbvio: não paramos de pensar nelas um só minuto !!!
Nosso "chef" foi pra cozinha fazer um delicioso risoto de gorgonzola com nozes e fechamos a noite com o show de fogos de Mendoza, assistido daqui do décimo segundo andar. Agora é ver se chove amanhã.....


Amanhã tem mais. Feliz natal pra todo mundo !!!!!

Dia 5 - 24/12/2008

Dormimos muuuuito... Acordei às 9:10, mais ou menos a mesma hora que a Lu. O Júnior já estava em pé desde as 7:30h, e até arrumou a mesa do café para nosotros (pasmem!!). O João, para variar, foi o último a sair da cama (e sob leves protestos).
Tomamos um desayuno (café da manhã) muito gostoso, caseirinho. Depois de descobrirmos que as vinícolas não funcionariam nem hoje nem amanhã, decidimos ir para a montanha. A primeira missão era abastecer o "camburão". Depois fomos pela Ruta 52 em direção a Uspallata; no início da serra, passamos pelo hotel Termas de Villavicencio, onde almoçamos em meio a um ambiente bucólico, com passarinhos cantando, etc... O cardápio: empanadas, uma tábua presunto cru, com antepasto de beringela, conserva de cenouras e Chivito com patatas a la miel (cabrito com batatas doces no mel). Seguimos viagem, então, rumo à serra, passando pelos Caracoles, onde já começamos a ter uma vista magnífica das montanhas.


Seguimos por uma estrada de ripio (terra e cascalho) pela Cordilheira dos Andes. A paisagem é um desbunde, coisa emocionante. Dá para entender porque os antigos acreditavam no Deus da montanha... Ficamos embasbacados!


Depois chegamos ao parque do Aconcágua, onde fizemos um passeio curtinho pela base da montanha. A vista é muito bacana e o vento, super intenso. Até agora, esse foi o passeio mais porreta da viagem. João e eu, os novatos, amamos! E o Jr e a Lu, que já tinham visitado esse pedaço, também curtiram bastante e se emocionaram outra vez. Valeu muito!




Chegamos de volta no nosso apart hotel às 21h, ainda era dia. O João foi logo para o fogão, preparar a nossa super janta de Natal, um risoto de gorgonzola com nozes, de primeiríssima categoria! Está contratado!


Depois do jantar, trocamos nossas lembranças natalinas e apreciamos o show de fogos que aconteceu por toda a cidade. A vista do nosso apê é um espetáculo! Um Feliz Natal mesmo!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dia 4 - 23/12/2008

A noite foi dura... A Lu e eu acordamos quebradas, graças aos maravilhosos traveseiros e camas do hotel. No meu caso, ainda consegui dormir, apesar da dor absurda no pescoço; mas a Lu dormiu muito pouco, conseguiu pegar no sono depois das 4 da madruga. Depois desta, resolvemos nos presentear com um upgrade e fomos para um outro apart hotel, perto do que estávamos, mas muito melhor.


A maior vantagem desse hotel é que não ficamos em quartos separados, mas sim num apartamento de verdade, com sala de estar, de jantar e uma cozinha completa. E além disso, tem uma vista linda para as cordilheiras!

Fomos ao supermercado, aqui bem pertinho, fizemos uma compra grande e o João preparou um almoço super gostoso para nós. Tudo de bom!




Depois demos uma descansadinha (aproveitando que aqui eles fazem a siesta) e então saímos pela cidade: fomos aos postos de informações turísticas, fizemos câmbio e depois partimos para o shopping, aproveitar o frescor do ar condicionado (estava um calor monstro por aqui hoje). Lá, tomamos um sorvete estupendo de dulce de leche (sim, ele de novo!) que valeu a ida ao shopping. :-)

Após muito caminhar, pegamos um táxi e voltamos ao hotel para descansar os pés. Decidimos não sair para jantar e optamos por um programinha mais intimista: fizemos uma tábua de frios e tomamos com vinho. Agora é descansar para amanhã começar de novo. Oba!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dia 3 - Continuação

O piquenique foi muito legal. Comer pão com salame e queijo na beira de um rio de água transparente e com uma baita sombra é tudo de bom.
Lembramos várias vezes do véio (o Aguinel Pai) por causa da loja onde compramos a comida. Também, de Mina Clavero só levamos isso mesmo.
O deserto é de dar sono. Passei a boléia pra Lu (é o fim dos tempos) e ela tocou um bom pedaço até a entrada de São Luiz (quase passou por cima de um guarda desavisado) mas ficou faceira igual ganso novo de dirigir um pedaço da viagem.
Mendoza é muito legal e os vinhedos começam logo na chegada...
Mais notícias amanhã.

Dia 3 - 22/12/2008

Saímos de Carlos Paz às 10h, rumo à serra Aguila Blanca, que tinha uma paisagem muito característica, formada por pedras de diversos tipos. No começo, tinha muita serração e não se via a cordilheira, mas depois o tempo começou a se abrir e pudemos admirar mais o visual ao longe. Paramos num Mirador para registrar o momento...



E seguimos viagem. Chegamos a Mina Clavero por volta das 13h. Estacionamos e fomos passear a pé pela cidade. A idéia era almoçarmos por lá. Mas onde? Passamos por uma lanchonete que tinha um certo ibope, mas não nos animamos muito. Continuamos caminhando, passamos por outros lugares não muito empolgantes até que chegamos numa tienda muy simpatica, que iria enlouquecer o vô Aguinel: muitas variedades de carnes, queijos, salames, copas, linguiças, defumados, conservas, compotas e tudo de bom...


Compramos presunto cru, queijo de cabra, queijo tipo parmesão, tomate seco, salame, pão e doce de leite e fomos fazer um piquenique no riozinho que margeava a cidade. Puro lucro!!


Depois seguimos viagem comendo o delicioso dulce de leche que havíamos comprado. Ao passar pelo deserto, vimos um filme (ruim) e eu, pra variar, dormi logo em seguida. A Lu dirigiu o camburão por 80 Km, segundo me informaram, porque eu estava nos braços de Orfeu.
Chegamos em Mendoza por volta das 19h, fomos para o hotel no qual tínhamos reserva (Cordon del Plata), mas o Jr não gostou da cochera (garagem). Assim, seguimos para outro hotel que tinham nos recomendado no caminho. A cochera era boa, mas os quartos... Ficamos neste mesmo.
Saímos para caminhar na Peatonal Sarmiento, uma espécie de mini-rambla, e paramos para comer papas fritas e tomar cerveza (no meu caso, gaseosa). Depois tomamos café e comemos alfajores no café Bonafide. Voltamos para o hotel para recarregar as energias para mais um dia... Agora que a viagem vai mesmo começar!

Dia 2 - 21/12/2008

Saímos de Uruguaiana por volta das 9hs. Fizemos a Aduana tranquilamente e seguimos viagem. Aí fomos parados por um guarda que nos deixou passar sem problemas. Um pouco mais para a frente, outro guarda nos parou, e alegando que estávamos com os faróis desligados, quis nos dar uma multa violenta!! O Júnior, com seu espanhol afiado, e mucho papo, conseguiu nos "excluir fora dessa". E aí seguimos viagem, admirando a paisagem e os campos de girassóis, verdadeiros mares amarelos ao longo do caminho.
Na empolgação da viagem, acabamos parando para "almoçar" só às 17h. Fizemos um lanche num posto de serviço e - o mais importante - comemos alfajor!!
Na estrada, pegamos um grupo enorme de ciclistas, que estavam numa espécie de "Tour de France" argentino, ainda mais que a região era La Francia. Isso atrapalhou um pouco o andamento da viagem, pois a pista estava parcialmente interrompida. Assim, não conseguimos chegar a tempo de dormir em Mina Clavero, e optamos por ficar em Carlos Paz, uma cidade balneária, à beira de um lago, e que fica logo antes da serra Aguila Blanca.
Lá, ficamos num hotelzinho simpático (embora um bocadinho kitsch) chamado Mon Petit. Jantamos num restaurante super gostoso, chamado Pueblo Mio, jantar regado à base de muito vinho (e a sobremesa foi um crepe de doce de leite com nozes, di-vi-no)! Um coroamento perfeito para um longo dia de viagem.


Depois voltamos ao hotel e dormimos profundamente...

Saída de Floripa - 20/12/2008

Conseguimos sair às 08:00 h em ponto.
Viatura: LRD3 (Camburão)


Tripulação a bordo: Aguinel Júnior (motorista), Lu, João (cozinheiro) e Winnie.
Destino: Mendoza e arredores
Hierarquia: ELAS mandam !!
A viagem foi mais tranqüila do que pensávamos. A Winnie não teve dor nas costas e conseguiu ficar acordada quase metade da viagem.
Chegamos em Uruguaiana por volta das 8 da noite. Saímos pra jantar e depois de percorrer todo o centro da cidade acabamos na velha conhecida de viagens anteriores pizzaria San Marco (copo sujo total, he, he). Tomamos algumas ampolas daquele remédio de cevada e fomos dormir.
Nada de fotos no primeiro dia !!