No primeiro de janeiro ficamos o dia todo dentro do apartamento descansando da festa e preparando as coisas pra viagem da volta. Eu e o João levamos as malas pro carro no final da tarde e deixamos tudo pronto pra zarparmos cedo. Fomos dormir com a natural ansiedade de voltar pra casa (eu particularmente rolei insone até por volta da 1 da madrugada). E entre as tentativas de pegar no sono me veio a idéia de evitarmos os policiais sangue-sugas da fronteira da Argentina. Ao acordarmos no dia 02 apresentei a idéia aos demais viajantes: Viajar de Mendoza a Uruguaiana direto (aprox. 1.400 km)! Assim passaríamos no trecho dos policiais corruptos à noite e ainda poderíamos dormir até mais tarde no sábado, já que a viagem seguiria somente até Sarandi. Aprovado por unanimidade.
Saimos na sexta-feira de manhã cedo pra atravessar a Argentina rumo ao Brasil. A viagem foi muito tranquila. Paramos várias vezes no caminho pra fazer lanche, abastecemos 2 vezes e passamos ilesos pelos guardas esfomeados por volta das 9 da noite. Chegamos na aduana de Paso de Los Libres às 11 da noite (hora do Brasil), fizemos os trâmites de forma relativamente rápida (apesar dos 2 ônibus que estavam lá) e chegamos no Hotel Glória à meia noite, com 1.400 km nas costas. Todo mundo cansado e com fome. A nossa saudosa pizzaria de Uruguaiana estava fechada e o jeito foi engolir um sanduíche (X-salada como dizem os gaúchos) e cair na cama.
Acordamos por volta das 9 da manhã, tomamos café e voltamos pro camburão. Surpresa: pneu furado !!!
Depois de retirar metade da bagagem de dentro do carro pra baixar o estepe e pegar o macaco e ferramentas, troquei o pneu e seguimos viagem.


Paramos em São Miguel das Missões pro João e pra Winnie conhecerem e seguimos pra Sarandi, com direito a city-tour pela cidade na chegada pra mostrar pro João nossa terra natal.
A chegada na casa do J. Fernando é sempre uma festa. É abraço apertado e sorriso grande toda vez que a gente chega. Nunca foi diferente.
Batemos um papo animado e fomos pra casa do João Paulo e da Paula, nossos anfitriões. O jantar tava uma delícia. O João Paulo se esmerou na cozinha, junto com a Paula e a Lila e tomamos 2 garrafas de vinho, que fecharam com chave de ouro o circuito enológico da viagem. O carinho em nos receber era evidente.
No domingo acordamos por volta das 8 horas, voltamos pra casa do tio e fui com ele providenciar o conserto do pneu pra não viajarmos sem estepe. Saimos de Sarandi às 11 da manhã, almoçamos no Bourbon em Passo Fundo e chegamos em Floripa às 8 da noite depois de uma viagem tranquila mas com um dos maiores movimentos de estrada que já vi.
Aproximadamente 7.000 km depois do primeiro dia da viagem, chegávamos de volta a Floripa. Descansados do trabalho, com o cansaço gostoso das grandes travessias e com a alegria de voltar pro melhor lugar do mundo: nossa casa.
































